Leituras Recomendadas
Leituras Recomendadas
Por onde a perspectiva conversa
Uma bibliografia de partida, organizada pelos mesmos eixos que estruturam este site. O site alude a estas obras, sem citá-las literalmente; aqui elas ficam reunidas, cada uma com uma linha sobre por que importa à Psicologia Procedural — um convite a ler, não um catálogo.
Raízes filosóficas — o devir, a dialética, a fenomenologia
Heráclito de Éfeso — Fragmentos
A origem do Devir: tudo flui, nada permanece — a raiz filosófica mais antiga da perspectiva.
Karl Marx — O 18 de Brumário de Luís Bonaparte
Onde está a frase que é o chão da abordagem: os homens fazem a própria história, mas não sob condições que escolheram.
Karl Marx e Friedrich Engels — A ideologia alemã
A consciência como produção social e histórica, não como dado natural — base do sujeito que se constitui nas condições.
Edmund Husserl — A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental
O apelo a voltar à experiência vivida antes das teorias sobre ela — a fidelidade fenomenológica que a perspectiva guarda.
Edgar Morin — Introdução ao pensamento complexo
O pensamento que se recusa a isolar o objeto do seu contexto — a complexidade que está, nas entrelinhas, sob a relacionática e a recusa da lente única.
Boaventura de Sousa Santos — Um discurso sobre as ciências
A crítica à razão científica simplificadora e o chamado a outras formas de conhecer — o chão epistemológico de onde a perspectiva pensa.
A perspectiva histórico-cultural — o sujeito que se constitui
Lev Vygotsky — A formação social da mente
Como as funções psíquicas se formam de fora para dentro, do social ao individual — a lei genética geral.
Lev Vygotsky — A construção do pensamento e da linguagem
A distinção entre significado e sentido, que a perspectiva usa para reconotar termos e pensar a produção de sentido.
Fernando González Rey — Sujeito e subjetividade: uma aproximação histórico-cultural
A pedra angular: os sentidos subjetivos e as configurações subjetivas — a subjetividade como produção, não como coisa.
Fernando González Rey — O social na psicologia e a psicologia social
Como o sujeito emerge no social sem se dissolver nele — o antídoto ao determinismo social.
Georges Politzer — Crítica dos fundamentos da psicologia
O apelo por uma psicologia do drama concreto — do homem real e da sua história, não de abstrações.
Mikhail Bakhtin — Marxismo e filosofia da linguagem
A linguagem como fenômeno social e dialógico; a palavra que chega sempre metade da boca do outro.
Mikhail Bakhtin — Estética da criação verbal
O sujeito que se constitui no diálogo, na relação com a palavra alheia que se torna própria.
Comportamento e florescimento
B. F. Skinner — Ciência e comportamento humano
O olhar funcional — o comportamento explicado por suas consequências e contingências, base do refatorar.
B. F. Skinner — Sobre o behaviorismo
A defesa, e os limites, de uma ciência do comportamento — que a perspectiva aproveita sem reduzir o sujeito a ela.
Martin Seligman — Florescer
O deslocamento de apenas reparar o que adoece para também cultivar o que faz florescer.
Saúde, norma e a crítica ao modelo biomédico
George Engel — The need for a new medical model
O texto que funda o modelo biopsicossocial: corpo, psique e mundo social, contra a redução ao biológico.
Georges Canguilhem — O normal e o patológico
A pergunta decisiva sobre o que são norma, saúde e doença — o chão da perspectiva sem cair em dogma.
Michel Foucault — História da loucura
Como a loucura foi construída historicamente como categoria — a crítica à fixação diagnóstica que a perspectiva ecoa.
Educação, práxis e libertação
Paulo Freire — Pedagogia do oprimido
O oprimido que se torna sujeito da própria história — a matriz do protagonismo e da conscientização.
Paulo Freire — Pedagogia da autonomia
Educar como dispor condições para a autonomia: não depositar saber, mas possibilitar.
Ignacio Martín-Baró — Crítica e libertação na psicologia
A psicologia a serviço de quem sofre as condições, não da mera adaptação — o compromisso social.
Psicologia social e comunitária brasileira
Silvia Lane e Wanderley Codo (orgs.) — Psicologia social: o homem em movimento
O marco da psicologia social crítica brasileira — o homem que se faz no movimento das relações.
Silvia Lane — O que é psicologia social
Uma porta de entrada acessível à tradição social que a perspectiva herda.
Bader Sawaia (org.) — As artimanhas da exclusão
A dimensão afetiva e ética da desigualdade — o sofrimento como questão social, não só individual.
Ana Bock, Odair Furtado e Maria de Lourdes Teixeira — Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia
Uma introdução que situa a perspectiva sócio-histórica no panorama da psicologia.
Félix Guattari e Suely Rolnik — Micropolítica: cartografias do desejo
A produção de subjetividade e a transformação que começa alterando as contingências locais.
Linguagem, mente e máquina — a Era Digital
John Searle — Mente, cérebro e ciência
O argumento do Quarto Chinês: a máquina tem sintaxe, não semântica; o humano roda em sentido.
Alan Turing — Computing machinery and intelligence
A pergunta fundadora — pode a máquina pensar? —, ponto de partida do diálogo entre o humano e o computacional.
Ludwig Wittgenstein — Investigações filosóficas
O sentido como uso: a base filosófica para tomar uma palavra e reconotá-la.
Uma bibliografia viva — cresce à medida que a perspectiva dialoga com novos campos.